Falando um pouco sobre o Rio Piracanjuba


Até bem pouco tempo atrás, eu não sabia que existia um rio chamado Piracanjuba. A primeira vez que ouvi falar do rio, foi através de um amigo que disse ter ido pescar no rio, na fazenda de um outro amigo. Como estavamos descendo o rio Meia Ponte de caiaque, houve até um pedido por parte dele para que pudessemos descer o rio Piracanjuba também. Para quem não sabe, o rio Piracanjuba nasce próximo ao Distrito Agroindustrial de Anápolis(DAIA) no município de Silvânia e segue seu curso até sua foz no rio Corumbá, em Pires do rio. Não tenho informações de quantos municípios sua bacia abrange, sei apenas que o município de Piracanjuba, em virtude de secas que castigavam sua população, passou a buscar água nesse rio numa distância de mais de 16 Km. Esse é só um exemplo da importância desse rio. O rio não começa grande, ele inicia com a água que aflora da terra e começa a se dispersar em direção ao ponto mais baixo do relevo, ou seja, ele começa pequenino e vai ganhando corpo a medida que vai recebendo as águas de outros córregos e rios. é como um ser humano que nasce como um bebê, e vai tomando forma para se tornar um adulto. Segundo resolução do CONAMA, temos o seguinte:

A Resolução CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) nº 303, de 20 de março de 2002, define em seu Artigo 3º as situações específicas em que são consideradas e constituídas as APPs, Áreas de Preservação Permanente:

Art. 3º Constitui Área de Preservação Permanente a área situada:

II – ao redor de nascente ou olho d`água, ainda que intermitente, com raio mínimo de cinqüenta metros de tal forma que proteja, em cada caso, a bacia hidrográfica contribuinte;

IV – em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de cinqüenta metros, a partir do limite do espaço brejoso e encharcado;

Na resolução acima temos que área de nascentes são consideradas de preservação permanente e que num raio mínimo de 50 metros elas devem ser protegidas. Não é o que se vê na maioria dos casos, o que se nota é um total descaso por aqueles que deveriam protege-las.

Encontro do rio Piracanjuba com o rio Corumbá

Pois bem, a segunda vez que ouvi falar do rio Piracanjuba foi através do Professor Jarmuth que possui um blog que fala sobre meio ambiente, o SOS Rios do Brasil, lá encontrei a história da Helena Bernardes, idealizadora desse blog, uma ambientalista apaixonada pelo rio Piracanjuba e que se dedica arduamente pela preservação das nascentes desse rio. A luta dessa guerreira já dura alguns anos, conquistas e derrotas fazem parte de seu curriculo nessa luta. Interessante é notar que nem as empresas que estão no DAIA, nem tão pouco a prefeitura ou autoridades ambientais se importam com as nascentes do rio. Além dos sérios problemas que o rio sofre já em sua nascente, ainda existe problemas relacionados a atividades agropecuárias, desmatamento e extração de areia. O Piracanjuba apesar de relativamente pequeno, é grande em sua beleza e em sua importância, a água é essencial na vida dos seres vivos e, portanto, desde o menor rego d’água até o maior dos rios, devemos dar a mesma importância.

One thought on “Falando um pouco sobre o Rio Piracanjuba”

  1. Ernesto, meu querido amigo, você também é um guerreiro, pois acompanho sua luta pelo Rio Meia Ponte…Parabéns! Estou muito feliz com a sua cooperação aqui no SOS NASCENTES DO RIO PIRACANJUBA. Continue nos trazendo informações, elas são muito preciosas para mostrarmos a realidade deste lindo rio.

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