Letras rebeladas

Houve uma rebelião nos livros,
Mas as letras não tentaram fugir
Apenas se reuniram em tribos
De poesias, contos, crônicas e demais artigos
E impediram que os livros pudessem se abrir.

A elas outros também se aliaram,
As lousas não aceitaram mais risco de giz,
Todas as canetas secaram,
Os teclados dos computadores travaram
E o mundo passou a ser infeliz.

As bibliotecas deixaram de ser
Porta para o mundo da imaginação,
Ninguém mais pôde ler,
Os escritores não conseguiram escrever,
As livrarias deixaram de ser atração.

E depois de muita confusão
Quando o homem voltava ao tempo da pedra
As letras fizeram uma reunião
E decidiram em unânime votação
Que já era hora de darem uma trégua.

E assim o mundo voltou a ter vida
E ficou gravada a certeza
De que é através da escrita
Que a relação humana se solidifica
E nunca mais se viu um livro largado sobre a mesa.

Esta poesia é de meu poeta preferido que tenho o maior prazer em publicar aqui em Histórias que a vida conta.

Eduardo de Paula Barreto
http://www.opoetizador.com/

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