Aldeia paquistanesa recorre à dessalinização solar da água

Zofeen Ebrahim, da IPS – 30/06/2010

Carachi, Paquistão, 30/6/2010 – Ismail Achar nunca pensou que chegaria o dia em que sua ilha se reduziria a um árido pedaço de terra, praticamente sem uma gota de água para beber. Mas, chegou a solução. A aldeia onde vive, Jat Mohammad, fica na província paquistanesa de Sindh, ao longo do delta do Rio Indo, considerado um dos rios mais longos do mundo. “Estávamos morrendo lentamente”, disse este homem de 52 anos a respeito da grave escassez de água que ele e seus vizinhos suportaram desde o começo dos anos 90.

Até três meses atrás, Karmi Qasim, de 32 anos, tinha que comprar dez litros diários de água para sua família, de dez pessoas. E comprava em Kharo Chaan, um dos três povoados próximos. Cada litro custa entre 30 e 40 rúpias paquistanesas (entre US$ 0,35 e US$ 0,40). Além disso, “gastamos mil rúpias (US$ 12) com o aluguel de um bote para chegar a Kharo Chaan e voltar com a água”, disse Achar.

O delta do Indo, que antes cobria 600 mil hectares de riachos, florestas e terreno pantanoso à beira-mar, agora diminuiu para apenas 10% de seu tamanho original, disse Tahir Qureshi, assessor da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A bacia do Indo tem origem na meseta tibetana e flui através do norte da Índia e depois se dirige para sudoeste, passando pelo Paquistão, até o Mar Arábico.

Vejam matéria completa em  Envolverde

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